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Uma estética de ousadia – o papel da arte no espaço urbano

Publicado

09.04.2019

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Intervenção artística em espaço urbano

Pensar no espaço urbano e nas intervenções artísticas coletivas como relevantes pontos de pesquisa no campo da Arte, requer uma posição de abertura e olhar atento sobre o modo como a sociedade convive e é afetada pela paisagem das cidades. Não se trata apenas de urbanização crescente ou aumento populacional, são lugares onde acontecem relações efêmeras e momentos de troca. Contudo, o que há de tão singular no meio urbano?

“A mais sutil manifestação artística na cidade, é capaz de provocar uma nova percepção de espaço, tempo e lugar, podendo reviver ou intensificar os sentidos que ali habitam, como visão, olfato, tato e sonoridades.”

A mais sutil manifestação artística na cidade, é capaz de provocar uma nova percepção de espaço, tempo e lugar, podendo reviver ou intensificar os sentidos que ali habitam, como visão, olfato, tato e sonoridades. Por essas razões, o espaço público se revela como território atuante da força popular, e as intervenções artísticas, combinadas à poluição visual (excesso de elementos como cartazes, anúncios, propagandas, postes, fiação, etc.) afirmam uma arte independente de institucionalização e espaços restritos, evidenciando aspectos desprovidos de atenção. Momentos que passam despercebidos aos olhos, banalizados pela rotina diária. O papel da arte urbana é evidenciar tudo aquilo que é visto, mas não é percebido, proporcionando um ambiente de contato e interação.

Intervenção artística em espaço urbano
Arte urbana que convida o público a interagir
Obra de arte em espaço público

No período pós-segunda guerra mundial, com o ressurgimento dos pôsteres de protestos, em reação ao período passado e ao apoio a contracultura, a arte de rua começa a se aproveitar do caráter imediato e massivo da mídia impressa para criar sua própria intervenção artística urbana, denominada lambe-lambe.

O curador e crítico de arte Nicolas Bourriaud (2009), menciona a arte em uma esfera relacional, afirmando que no contexto atual as relações socias são restritas ao contato, mas impostas ao encontro, ou seja, a sociedade se encontra constantemente, e não se relaciona. Nesse sentido, as práticas artísticas problematizam ambos os aspectos, convidando o espectador a pensar sobre a identidade do espaço ocupado e a influência que exerce sobre o mesmo.

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“O papel da arte urbana é evidenciar tudo aquilo que é visto, mas não é percebido, proporcionando um ambiente de contato e interação.”

Independentemente da localização cultural ou geográfica, a arte que abraça a cidade como tema de discussão, e a cidade que acolhe a arte em seu espaço, não se limitam ao ato de apreciação, pois acabam por estabelecer uma abordagem que rompe com a estabilidade à qual estamos habituados, onde o trabalho do artista e do expectador se mesclam, construindo um lugar aberto à participação e liberdade criativa.

Arte e participação no espaço urbano

 

Gabriela Betin Capa

Artista Visual e Professora de Artes;

Integrante de Grupo de Pesquisa GPICTO – Processos Pictóricos, UFSM.

E-mail: [email protected]

Galeria MoBlanc

 


Devaneio Orgânico:

Uma cidade saudável deve possuir espaços para expressões. A arquitetura e a arte são o que são por representarem e exprimirem os sentimentos das pessoas. E a cada sentimento expostos nos espaços possibilita uma ressignificação – tanto do espaço como do interlocutor – através da interpretação de cada pessoa, e isso é o que enriquece uma cidade, uma obra de arte, uma arquitetura atemporal ou efêmera.

O Orgânico Arquitetura entende a importância da expressão da arte em espaços públicos e privados, e incentiva a liberdade de criatividade e exposição de sentimentos através da arte. Se você é artista e se identifica conosco, entre em contato.

Arte · Estética Urbana · Intervenção

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Felipe Ariel Köhler, arquiteto e paisagista da Orgânico Arquitetura

Coordenação técnica

Felipe Ariel Köhler

Arquiteto e urbanista · Paisagista · Fundador da ORGNC

À frente da Orgânico Arquitetura desde 2018. A natureza sempre esteve presente na sua rotina, e o interesse pela biofilia o levou a estudar por que ambientes com vegetação fazem tão bem às pessoas. Hoje coordena uma equipe multidisciplinar de paisagistas, arquitetos e engenheira agrônoma, em projetos que vão de arquitetura, interiores e jardins residenciais ao parque urbano.

  • Registro no CAU — nº A159344-7
  • Arquitetura e Urbanismo — URI, Santiago/RS
  • Pós-graduação em Paisagismo e Iluminação — Faculdade Unyleya
  • Pós-graduação em Projeto de Paisagismo — Faculdade Metropolitana
  • Perfil no LinkedIn ↗
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